quarta-feira, 15 de junho de 2011

(continuação) Uma caminhada pelo vazio (apenas estórias) part6

... Saio pelas ruas cheias de pessoas e mato cada uma com meu pensamento de ódio, imaginando que a pessoa que você entregou seu coração pode estar passando na minha frente cada vez que olho para cada rosto.

Nessas ruas em que passo, à vontade e o pensamento de matar cada um que passa na minha frente, também fico a pensar como você pode brincar com minha vida, Agatha, seu nome vem mais uma vez forte em minha mente, mas agora com ódio e uma vontade de te trazer a vida somente para te matar novamente, matar seu amante e depois cortar minha garganta e me sentir morrendo aos poucos com o sangue escorrendo e eu me afogando com ele. Como você pode?!... Eu lhe entreguei tudo que eu tinha, toda a minha vida, todo o meu amor, compartilhei com você meu sentimentos mais profundos, e eu que tinha certeza que você havia me entregado sua vida, seu coração... Eu me preocupava com suas preocupações, amava seus pequenos defeitos.

Eu preciso saber quem é essa pessoa. Sinto que só haverá tranquilidade em minha vida, a minha vida só vai Voltar quando eu matar essa pessoa. E mais uma vez sinto que a resposta esta naquela maldita caixinha, a qual eu nunca deveria abrir. Uma pessoa como eu que odiava o ódio e a vingança, não é mais capaz de amar uma outra pessoa com um amor puro, mas só me sinto capaz de amar o ódio e a vingança, um coração completamente sem piedade.

Não sei se é só minha imaginação, mas sinto que as ruas estão ficando vazias, só vejo eu nos espelhos dos prédios, sinto um vento quente em meu rosto e vejo papeis de balas voando, para mim esse vento quente é agradável, mas os papeis de bala estão se queimando e derretendo com ele.

Esta acontecendo novamente, entreguei meu coração para quem não podia cuidar, mas dessa vez a pessoa mentiu para mim e morreu pelas mãos de sua mentira, tentou enganar a vida e a morte a encontrou.

Fique bem ai em baixo meu anjo do mal, pois logo terminarei aqui e irei para ai torturar sua alma para o resto de nossa eternidade...


terça-feira, 7 de junho de 2011

(continuação) A desilusão desaba sobre o que restou (apenas estórias) part5



... Depois da estrada, do restaurante, do homem que me olhava com ódio e sofrimento, a mulher de vestido azul e seu nome explodindo em minha mente, entro em meu quarto e decido a abrir aquela caixinha que você nunca me deixou abrir. Mas antes de abrir, chorando, fico olhando e penso como no meu respeito as suas vontades, mesmo depois de não estar mais aqui eu não abri a caixa, e por um tempo me convenço de que não preciso abri-la para me lembrar de seu lindo rosto, pois você continua viva em meu coração.

Algum tempo depois não agüento e fico imaginando se tudo o que eu avia visto dias atrás não seria um sinal... 
Também nem sei o que pensar direito, pois essa noite tive um pesadelo em que eu te via e você dizia para eu ir a seu encontro e esquecer o que aconteceu... O que aconteceu?... O que eu deveria esquecer?...

E a lembrança daquela mulher na estrada veio mais forte ainda, então não agüentei, e, na esperança de encontrar uma resposta para tudo isso, abro a caixa...

Rapidamente as lagrimas somem de meu rosto e... Não há fotos La dentro, mas sim muitas cartas que pelo menos nos envelopes não dizia de quem eram. Penso ser de seus parentes que você nunca havia comentado, mas as datas são muito recentes e não havia um motivo claro para receber cartas. A ultima pelo que eu pude ver foi de um dia antes de eu te deixar para ir naquela viagem maldita. Penso que essa seria a “melhor” para ler no momento, talvez explique o porque do seu medo da minha ausência.

Pelo que eu pude ver meio por cima, acho um pouco diferente, pois a carta esta escrita à caneta vermelha e parece estar muito forte como se e houvesse ódio nas mãos de quem estava escrevendo.

Quando leio sinto meu tudo o que havia sonhado desabasse em minha cabeça e me derrubasse no chão como se não conseguisse mais levantar. Quando acabei de ler, senti-me em um pacau, onde não houvesse saída e a única saída seria o ódio, a vingança e a morte.

A carta dizia:
“Por favor
Não agüento mais o que você esta fazendo com meu coração, não agüento mais o que você esta fazendo com nossa vida... Era para ser nós dois desde o começo, um dia depois que nós nos encontramos pela ultima vez você se encontrou com outro qualquer e agora, todos os dias meu diz que vai dizer a verdade para aquele homem mas nunca fala a verdade, a verdade que somente EU sei. Por favor, deixem seus poucos momentos de alegria ao lado de quem você não ama e fique comigo... o seu verdadeiro e único amor. Ou nenhum de nós dois ficará vivo para contar o fim dessa estória, não posso te ver com mais ninguém além de mim”.

Nesse momento não tenho mais coragem de ler as outras cartas...,  apartir de hoje viverei o resto de meus dias pela vingança e o ódio... O praser em torturar e fazer pessoas sofrer comessa a aflorar em meu peito...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

(continuação) Seu nome (apenas estórias) part4



...Caminhando sozinho em uma estrada vazia fico a pensar... Quem seria aquela pessoa me encarando no restaurante?

Sei que não admito que as pessoas sorriam enquanto estou sofrendo, mas também sei que são somente alegrias passageiras e que a felicidade elas nunca irão conhecer. Mas quando alguém me olha com olhar de tristeza fico a pensar em o que essas pessoas vêem em meus olhos, ou, imaginando qual seria o sentimento da pessoa e a situação que ela estaria passando...

Mas... O olhar de tristeza e... Ódio daquele homem, realmente me impressionou.

Caminhando na estrada ocupando minha mente com perguntas banais... Tenho a sensação de que algo passa por mim muito rápido. Muito longe, vejo uma mulher morena com um vestido azul e um casaco preto de couro pendurado nos braços. Nesse momento lagrimas escorrem sobre meu rosto... Esse vestido, essa jaqueta... a Minha jaqueta, o seu vestido que você usava no dia em que nos vimos pela primeira vez, o dia em que houve vida para esse coração vazio.

Ágatha... Seu nome nunca veio tão forte em minha mente como esse momento em que estou vendo essa pessoa que chego a gritar seu nome, mesmo de longe... Esses cabelos, essa roupa, ela... ... ... Ela esta com uma flor nas mãos, mas preciso chegar mais perto, preciso saber se é o que parece... Rosa, a sua flor preferida, mas diferente de qualquer outra... A que esta nas mãos dessa mulher é negra e parece sem vida...

Tudo que me resta é voltar para meu quarto e me derramar em lagrimas olhando as fotos que você deixou guardada naquela caixinha que nunca me deixou mexer...
(espero que tenha só fotos lá)...