quarta-feira, 21 de setembro de 2011

(O fim) Um fim não esperado (Apenas estórias)



Realmente, eu sabia que deveria olhar a caixa mais uma vez, pois havia um fundo falso e, La estava escondida a foto do seu verdadeiro amor, aquele que a matou. E como algo me dizia, sim, é realmente o cara do restaurante que me olhava com ódio nos olhos.

Agora não sinto mais aquele certo “medo” dele, e sim o ódio profundo que me que invadiu no dia em que Li aquelas cartas, mas agora o ódio tem a razão certa. O que me resta a fazer é encontrá-lo e fazer o que tem que ser feito, o que eu prometi para mim mesmo no dia em que a vi seu corpo chão sem vida.
Sinto que sei aonde ele esta, então, essa noite irei ao velho restaurante da estrada, o que me resta agora é preparar tudo, preparar o que eu vou usar e... o estado de espírito que eu vou estar.

Ai ai, minha vida, maldição de minha alma, sabe aquela faca que compramos em paris?... Será ela a escolhida para o nosso fim, o meu e do homem que você ama. Sei que se eu chegar La e simplesmente mandar ele sair, ele não me ouvirá, então levarei minha velha “22” para ser “um pouco mais convincente”...

Foram-se duas horas para preparar tudo, faltam mais três horas, então vou dormir um pouco para preparar o Espírito, esse que já não sinto mais, mas sei que esta em algum lugar dentro de mim...

Enfim foram a três horas e o despertador toca avisando que esta próximo o fim. Pego minhas coisas e saio... Levo trinta minutos para chegar ao velho restaurante com nosso antigo e conservado Dodge 1971 preto. 

Quando finalmente chego, sinto não ser preciso usar a “22”, pois ele esta sentado na frente do restaurante, e, quando chego, parece que ele já estava a minha espera.

Quando eu saio do carro ele se levanta e olha bem no fundo dos meu olhos, e eu também, olhando nos olhos dele não posso deixar de notar que os olhos dele são extremamente pretos, coisa que eu não consegui reparar na vez que o  vi.

Então... naquele momento senti todo o ódio que eu guardei toda a minha vida, e não houve nenhuma palavra. 

A satisfação de enfiar a faca na barriga dele e ir subindo lentamente ate seu peito esquerdo foi indescritível, tanta que quando ele caiu não pude agüentar o sorriso da alegria de ver o corpo dele entendido no chão, nesse momento foi que fiz exatamente como te vi, deixando a faca em uma de suas mãos e minhas pegadas de sangue que acabaram no instante em que entrei no carro.


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Amigos

Algumas pessoas escolhem coisas materiais como algo de valor. Seu carro, sua casa ou até mesmo seu emprego.

Eu procuro amigos, mas amigos verdadeiros, amigos em que eu realmente possa confiar, em momentos de alegria e também os de tristeza. Aqueles poucos que, muitas vezes mesmo quando eu estou sorrindo sabem que eu não estou em um bom dia.

Eu não preciso de dezenas de milhares de pessoas ao meu lado, uma mais interesseira que e outra, pronta para te derrubar quando você menos espera.

Os poucos que eu já tenho  é o que me basta, porque eu se que se um dias essas pessoas tentarem me derrubar, são eles que estarão lá pra me levantar e dizer: “siga enfrente!!!”

Não me interessa se eu conheço a 17 anos ou conheci ontem, pois são pessoas que eu escolhi confiar e sei que confiam em mim também
Eles são poucos, mas...
São os melhores!!!


quarta-feira, 15 de junho de 2011

(continuação) Uma caminhada pelo vazio (apenas estórias) part6

... Saio pelas ruas cheias de pessoas e mato cada uma com meu pensamento de ódio, imaginando que a pessoa que você entregou seu coração pode estar passando na minha frente cada vez que olho para cada rosto.

Nessas ruas em que passo, à vontade e o pensamento de matar cada um que passa na minha frente, também fico a pensar como você pode brincar com minha vida, Agatha, seu nome vem mais uma vez forte em minha mente, mas agora com ódio e uma vontade de te trazer a vida somente para te matar novamente, matar seu amante e depois cortar minha garganta e me sentir morrendo aos poucos com o sangue escorrendo e eu me afogando com ele. Como você pode?!... Eu lhe entreguei tudo que eu tinha, toda a minha vida, todo o meu amor, compartilhei com você meu sentimentos mais profundos, e eu que tinha certeza que você havia me entregado sua vida, seu coração... Eu me preocupava com suas preocupações, amava seus pequenos defeitos.

Eu preciso saber quem é essa pessoa. Sinto que só haverá tranquilidade em minha vida, a minha vida só vai Voltar quando eu matar essa pessoa. E mais uma vez sinto que a resposta esta naquela maldita caixinha, a qual eu nunca deveria abrir. Uma pessoa como eu que odiava o ódio e a vingança, não é mais capaz de amar uma outra pessoa com um amor puro, mas só me sinto capaz de amar o ódio e a vingança, um coração completamente sem piedade.

Não sei se é só minha imaginação, mas sinto que as ruas estão ficando vazias, só vejo eu nos espelhos dos prédios, sinto um vento quente em meu rosto e vejo papeis de balas voando, para mim esse vento quente é agradável, mas os papeis de bala estão se queimando e derretendo com ele.

Esta acontecendo novamente, entreguei meu coração para quem não podia cuidar, mas dessa vez a pessoa mentiu para mim e morreu pelas mãos de sua mentira, tentou enganar a vida e a morte a encontrou.

Fique bem ai em baixo meu anjo do mal, pois logo terminarei aqui e irei para ai torturar sua alma para o resto de nossa eternidade...


terça-feira, 7 de junho de 2011

(continuação) A desilusão desaba sobre o que restou (apenas estórias) part5



... Depois da estrada, do restaurante, do homem que me olhava com ódio e sofrimento, a mulher de vestido azul e seu nome explodindo em minha mente, entro em meu quarto e decido a abrir aquela caixinha que você nunca me deixou abrir. Mas antes de abrir, chorando, fico olhando e penso como no meu respeito as suas vontades, mesmo depois de não estar mais aqui eu não abri a caixa, e por um tempo me convenço de que não preciso abri-la para me lembrar de seu lindo rosto, pois você continua viva em meu coração.

Algum tempo depois não agüento e fico imaginando se tudo o que eu avia visto dias atrás não seria um sinal... 
Também nem sei o que pensar direito, pois essa noite tive um pesadelo em que eu te via e você dizia para eu ir a seu encontro e esquecer o que aconteceu... O que aconteceu?... O que eu deveria esquecer?...

E a lembrança daquela mulher na estrada veio mais forte ainda, então não agüentei, e, na esperança de encontrar uma resposta para tudo isso, abro a caixa...

Rapidamente as lagrimas somem de meu rosto e... Não há fotos La dentro, mas sim muitas cartas que pelo menos nos envelopes não dizia de quem eram. Penso ser de seus parentes que você nunca havia comentado, mas as datas são muito recentes e não havia um motivo claro para receber cartas. A ultima pelo que eu pude ver foi de um dia antes de eu te deixar para ir naquela viagem maldita. Penso que essa seria a “melhor” para ler no momento, talvez explique o porque do seu medo da minha ausência.

Pelo que eu pude ver meio por cima, acho um pouco diferente, pois a carta esta escrita à caneta vermelha e parece estar muito forte como se e houvesse ódio nas mãos de quem estava escrevendo.

Quando leio sinto meu tudo o que havia sonhado desabasse em minha cabeça e me derrubasse no chão como se não conseguisse mais levantar. Quando acabei de ler, senti-me em um pacau, onde não houvesse saída e a única saída seria o ódio, a vingança e a morte.

A carta dizia:
“Por favor
Não agüento mais o que você esta fazendo com meu coração, não agüento mais o que você esta fazendo com nossa vida... Era para ser nós dois desde o começo, um dia depois que nós nos encontramos pela ultima vez você se encontrou com outro qualquer e agora, todos os dias meu diz que vai dizer a verdade para aquele homem mas nunca fala a verdade, a verdade que somente EU sei. Por favor, deixem seus poucos momentos de alegria ao lado de quem você não ama e fique comigo... o seu verdadeiro e único amor. Ou nenhum de nós dois ficará vivo para contar o fim dessa estória, não posso te ver com mais ninguém além de mim”.

Nesse momento não tenho mais coragem de ler as outras cartas...,  apartir de hoje viverei o resto de meus dias pela vingança e o ódio... O praser em torturar e fazer pessoas sofrer comessa a aflorar em meu peito...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

(continuação) Seu nome (apenas estórias) part4



...Caminhando sozinho em uma estrada vazia fico a pensar... Quem seria aquela pessoa me encarando no restaurante?

Sei que não admito que as pessoas sorriam enquanto estou sofrendo, mas também sei que são somente alegrias passageiras e que a felicidade elas nunca irão conhecer. Mas quando alguém me olha com olhar de tristeza fico a pensar em o que essas pessoas vêem em meus olhos, ou, imaginando qual seria o sentimento da pessoa e a situação que ela estaria passando...

Mas... O olhar de tristeza e... Ódio daquele homem, realmente me impressionou.

Caminhando na estrada ocupando minha mente com perguntas banais... Tenho a sensação de que algo passa por mim muito rápido. Muito longe, vejo uma mulher morena com um vestido azul e um casaco preto de couro pendurado nos braços. Nesse momento lagrimas escorrem sobre meu rosto... Esse vestido, essa jaqueta... a Minha jaqueta, o seu vestido que você usava no dia em que nos vimos pela primeira vez, o dia em que houve vida para esse coração vazio.

Ágatha... Seu nome nunca veio tão forte em minha mente como esse momento em que estou vendo essa pessoa que chego a gritar seu nome, mesmo de longe... Esses cabelos, essa roupa, ela... ... ... Ela esta com uma flor nas mãos, mas preciso chegar mais perto, preciso saber se é o que parece... Rosa, a sua flor preferida, mas diferente de qualquer outra... A que esta nas mãos dessa mulher é negra e parece sem vida...

Tudo que me resta é voltar para meu quarto e me derramar em lagrimas olhando as fotos que você deixou guardada naquela caixinha que nunca me deixou mexer...
(espero que tenha só fotos lá)...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

(continuação) O sofrimento, perguntas e Culpa ainda assola uma mente insana (apenas estórias) part3

Naquela noite, achei que iria acabar com meu sofrimento... Mas algo me impediu... Realmente não sei o que foi, pareceu ser a voz que eu estava escutando que dizia que tudo ficaria bem.

O momento em que peguei a faca, aquela voz me mandou parar... Ela me disse que ainda há algo para eu descobrir... Agora não tenho duvidas, era mesmo sua Voz, e sim... Eu realmente preciso descobrir de quem são aquelas pegadas de sangue.

Mas por favor, me ajude, a dor esta insuportável. Sinto como se pessoas estivessem cotando meu peito com uma faca e escrevendo que eu sou um fracassado, com canetas afiadas nas feridas, sinto como se houvessem nove cavalos, três em cada braço e em cada perna puxando para que esses membros se soltassem de meu corpo.

Mas essa noite eu preciso sair... Essa noite... Eu VOU sair, tentarei lembrar os momentos bons em que estávamos juntos.

Chego a nosso restaurante preferido, por fora, ele continua o mesmo, com as luzes da placa piscando e a ultima letra, a letra “S” também continua queimada... Mas dentro... Dentro do antigo restaurante da estrada... Já não toca mais nossa musica. E o que me deixa mais revoltado... As mesmas pessoas ainda estão sorrindo...
            
 NINGUÉM deve sorrir em um mundo onde não há justiça. Onde as pessoas matam e continua tudo bem. 

Mas sinto que esse velho restaurante ainda guarda o resto do mistério de sua morte... E também, há uma pessoa ali que me olha diferente, um homem com sangue e ódio nos olhos e... Ele é a única pessoa que também não esta sorrindo.

Quem seria aquele homem?..., Porque ele também não estava sorrindo?... E o que é esse sentimento?... Esse sentimento, essa sensação de que o mistério de sua morte esta nesse restaurante?...


quinta-feira, 26 de maio de 2011

(continuação) Pensamentos, lembranças e perguntas (apenas estórias) part2




... Pensei que a sensação de perder alguém que amava, eu já havia sentido tempos atrás, mas agora, vejo que nunca havia sentido algo assim. Não encontro mais sentido para a vida... Não há mais vida, sou só um casco vazio, minha vida se foi quando vi seu corpo estirado no chão naquele dia frio de julho.

O que realmente aconteceu naquele dia?..., Alguém estava com você?..., De quem eram aqueles passos?..., Seriam do assassino?

São perguntas que não saem de minha cabeça...

Não consigo sair do lugar, fico me culpando pela minha ausência. Um dia antes de eu ir, você disse que não era para eu sair de perto de você. Mas pensei que era besteira, pensei que era só uma brincadeira de um casal que se ama, pois logo eu estaria ali... Bem do seu lado pelo resto de nossas vidas.

Não há mais cor em meu mundo, pois tudo que um dia fez sentido... Morreu!!

O que mantém esse casco vazio em pé foi as ultimas palavras ditas, eu preciso encontrar quem fez isso.

Mas essa noite... Essa noite, doze dias após o ocorrido, faria um ano que nos unimos para nunca mais nos separar.

Seria possível eu ver e sentir sua pele macia em meu rosto novamente?..., Olhar em seus lindos olhos azuis...?

Todas as perguntas que já fiz trancado nesse quarto..., será que um dia tomarei coragem para ver o mundo novamente?..., Ou nunca mais sairei daqui?!...

Hoje desde que acordei, ouço uma voz me dizendo que tudo vai ficar bem... Como tudo vai ficar bem?... Você não esta aqui, e de onde vem essa voz? ... Por favor, me diga aonde você esta que eu irei te encontrar, e não importam as conseqüências, pois o que eu quero é estar ao seu lado novamente.
 ... Estarei ao seu lado novamente?... Fique bem ai no céu meu anjo... Pois amanha estaremos juntos... Ou não...