Naquela noite, achei que iria acabar com meu sofrimento... Mas algo me impediu... Realmente não sei o que foi, pareceu ser a voz que eu estava escutando que dizia que tudo ficaria bem.
O momento em que peguei a faca, aquela voz me mandou parar... Ela me disse que ainda há algo para eu descobrir... Agora não tenho duvidas, era mesmo sua Voz, e sim... Eu realmente preciso descobrir de quem são aquelas pegadas de sangue.
Mas por favor, me ajude, a dor esta insuportável. Sinto como se pessoas estivessem cotando meu peito com uma faca e escrevendo que eu sou um fracassado, com canetas afiadas nas feridas, sinto como se houvessem nove cavalos, três em cada braço e em cada perna puxando para que esses membros se soltassem de meu corpo.
Mas essa noite eu preciso sair... Essa noite... Eu VOU sair, tentarei lembrar os momentos bons em que estávamos juntos.
Chego a nosso restaurante preferido, por fora, ele continua o mesmo, com as luzes da placa piscando e a ultima letra, a letra “S” também continua queimada... Mas dentro... Dentro do antigo restaurante da estrada... Já não toca mais nossa musica. E o que me deixa mais revoltado... As mesmas pessoas ainda estão sorrindo...
NINGUÉM deve sorrir em um mundo onde não há justiça. Onde as pessoas matam e continua tudo bem.
Mas sinto que esse velho restaurante ainda guarda o resto do mistério de sua morte... E também, há uma pessoa ali que me olha diferente, um homem com sangue e ódio nos olhos e... Ele é a única pessoa que também não esta sorrindo.
Quem seria aquele homem?..., Porque ele também não estava sorrindo?... E o que é esse sentimento?... Esse sentimento, essa sensação de que o mistério de sua morte esta nesse restaurante?...
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